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Ruy Monte

     
           

Justiça do Trabalho x Desportiva

                       
                             

           
Ninguém em sã consciência admite que deixemos de reconhecer nossos direitos trabalhistas. Só que está virando moda no futebol, qualquer profissional que deixa um clube entra com processo na Justiça do Trabalho. Teve um jogador que saiu da base da Desportiva Ferroviária após seis meses jogando, e entrou na justiça conseguindo a penalização do clube grená ao pagamento de 480 mil reais.
 
Todos têm que buscar os seus direitos, mas isso me pareceu mais uma extorsão. Tem advogado que fica ligando para o jogador incitando o atleta a processar o clube que está deixando, mesmos sendo indenizado normalmente. A Desportiva Ferroviária foi vítima de alguns. Recente e enfrenta várias ações trabalhistas e por conta delas o clube teve um jogo amistoso contra o Botafogo cancelado.


Alguém alertou à Justiça do Trabalho que agiu no sentido de reter 100% da renda da partida, mesmo sendo patrocinado e promovido pelo clube carioca. Isso obrigou a diretoria do Botafogo mudar de adversário – passado para o Rio Branco. Uma situação. A irregularidade existe, mas alguém agiu provocando este problema que culminou a mudança de adversário e do campo do jogo. Além disso, a Desportiva tem um jogo pela Copa o Brasil contra o Avaí, no Araripe, em fevereiro. Será que a Justiça do Trabalho vai querer o total da renda desta partida? Soube que a diretoria do clube grená providencia uma solução jurídica para resolver o problema. Se isso não ocorrer, será difícil manter um time de futebol nessa circunstância.


Num clima tenso a Desportiva Ferroviária começa a temporada 2017. E tudo é fruto de uma má gestão na época da fusão com a Villa-Forte/Frannel e era chamada de Capixaba. O dinheiro curto faz com que o clube contrate alguns jogadores pontuais, conforme disse o treinador Fabiano Rossato. Armando Zanata, vice-presidente de futebol, contratou alguns jogadores e a preparação grená está um pouco atrás dos demais times.
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O técnico sempre paga a conta

                       
                             

           
No futebol o que mais se vê são os treinadores do futebol brasileiro pagarem a conta dos resultados ruins das equipes que trabalham. No Espírito Santo não é diferente. Na preparação dos clubes para o Capixabão 2017 tem dois casos que se divergem: Vitória e Tupy seguem em caminhos diferentes para definir seus elencos.
 
No Vitória Futebol Clube o treinador Fabio Henrique teve o seu contrato renovado. Depois os celestes partiram para as contratações de jogadores de qualidade. O elenco se mostra muito bom e o técnico do alvianail atento e avalizando cada uma delas.
 
No Tupy está ocorrendo o inverso. O presidente do clube, Rogerio Pedrini, está assumindo as contratações para a formação do time. O treinador sequer foi contratado para dirigir o time da Toca. Isso não quer dizer que o técnico estará garantido se não houver os bons resultados. Na verdade, em futebol, são raras as vezes que o técnico não é sacrificado depois de resultado ruim.
 
No futebol brasileiro isso é uma constante. Basta ver o grande número de treinadores que foram demitidos no Brasileirão do ano passado.
 
Dirigentes e treinadores devem se compor na formação do elenco para a disputa de uma competição. Isso é o normal. Mesmo porque, as vezes, o técnico quer determinado jogador mas as finanças do clube não permitem. Acho que esse é o entrosamento normal entre os da cúpula e o treinador.
 
É claro que o treinador tem que realizar o seu trabalho, liderando o grupo, para facilitar na formação do time ideal. Um grupo forte com atletas de nível em cada posição, comandado por um técnico com liderança.
 
E como fica série D?
Tenho acompanhado os preparativos de Desportiva Ferroviária e Espírito Santo para o Capixabão 2017. Honestamente, em nível de série D, até agora não vi nada em nenhuma das duas equipes. A Tiva está devagar com relação a contratações. Pelo grupo de jogadores que vi sendo contratado não achei um meio campo recheado de talento, para ser a referência do time neste setor. Acho que a diretoria está trabalhando neste sentido.
 
Com a palavra, Armando Zanata que é o responsável pelas contratações ao lado de Rossato. Esperamos que pelo menos tenhamos um time forte e competitivo.
 
Já o Espírito Santo, com um novo presidente, ainda não mostrou a sua cara, nem mesmo para a disputa do Capixabão. Não gostei da troca de treinador. Vagner Nascimento tem capacidade de sobra para armar uma boa equipe. Nascimento conhece os jogadores do estado e o mercado capixaba. Esperamos que a diretoria do Santão tenha dado um passo certo.
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Um ano razoável para o futebol

                       
                             

           
Não foi um ano de brilho no futebol capixaba. Estamos vivos e fortes, e devemos agradecer a Deus. Esperamos, em 2017, um ano mais positivo. Esse ano perdemos grandes desportistas que se foram deixando marcas. Ronaldo Faustini foi, sem dúvida, uma figura marcante como dirigente da Desportiva Ferroviária. Junto com Ronaldo, Sérgio Vidal (que também faleceu).
Vidal teve como marca principal ser o presidente do clube que revelou o talento de Geovani Silva. Lembramos de Marcos Mello que foi um revolucionário como empresário na área de lojas esportivas. Ele deixou sua história quando passou como dirigente da Federação de Futebol e do Vitória - seu clube de coração.
Perdemos o William Silva que sabia tudo sobre administração de futebol, uma vez que passou pela CBF, Federação carioca e nossa FES, sem contar com os clubes que trabalhou como gerente de futebol. Perdemos Henrique José Ribeiro que foi, sem dúvida, uma das figuras marcantes na arbitragem do futebol capixaba.
Outra figura que faleceu em 2016 foi Raulino, grande craque de futebol de salão. Finalmente, a tragédia do avião da Chapecoense que que caiu, abalou o mundo inteiro. No nosso estado não foi diferente, pois das 71 vítimas, estavam dois atletas que atuaram em nosso futebol. Falo de Kempes e o Canela, ambos jogaram no Vitória.
Enfim, foi um final de ano com muitas perdas, mas tudo designado por Deus. Certamente, hoje, estão em melhor lugar e no céu, os jogos não são de disputa, mas confraternização.
Esperamos um 2017 de muitos resultados positivos. Depende do esforço de cada um. Temos que somar muitas ideias positivas e que os desportistas, atletas, dirigentes, treinadores, torcedores e imprensa esportiva, tenham as mentes mais abertas para o futebol e outros esportes.
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A grave ausência do público

                       
                             

           
Está cada vez mais grave para o futebol capixaba a ausência do público nos estádios, nas partidas de futebol que envolvem as competições do nosso estado. Sempre tem o torcedor fiel, que vai com a bandeira do seu clube e prestigia de verdade. Mas a lotação só tem acontecido quando os times de fora do Espírito Santo jogam em território capixaba.

No próprio Capixabão 2016 a média de público foi baixa, sendo considerada uma das menores do Brasil de todos os estaduais. Na Copa Espírito Santo deste ano foi menor ainda. Muito decepcionante o público presente nesta seletiva para a série D de 2017. Alguns colegas da crônica opinavam sobre a possibilidade de realizar rodadas duplas como apelo. Olha! Foi mais decepcionante ainda, a rodada dupla programada para o Kleber Andrade entre Rio Branco x Real e Espirito Santo x Atlético de Itapemirim, no sábado (8).

Os times brigavam para chegar a final do torneio. Em determinados momentos o torcedor comparece de acordo com o barulho que se faz do evento. Neste caso, da rodada dupla promovida pela FES e tão solicitada por alguns companheiros, jamais poderia ter sido realizada no Kléber Andrade. E mais ainda com o Rio Branco jogando a primeira partida.

O pessoal do Espirito Santo está pouco se lixando para ter um público grande. Então, jogar primeiro ou depois não alteraria. Mas no caso do alvinegro, por ter uma torcida considerada a maior do estado, teria que ser o jogo de fundo e alguma coisa mais que chamasse a atenção dos torcedores do capa preta.

Ouvi de Jorge Buery que falta promover os jogos. Eu também acho! Mas falta coerência na hora de programar esses jogos. Pensando em rodada dupla, envolvendo o Rio Branco, que tem grande torcida, por que não na Arena Unimed? Um bom estádio, com uma capacidade razoável de 7 a 8 mil pagantes; com acesso bem melhor do que o estádio de Campo Grande. Não estou contra jogos no Kleber Andrade. Mas devem ser partidas com grande apelo do torcedor.

É tolice jogar num grande estádio com partidas que a gente sabe que não vai dar mais que dois mil torcedores. É mesmo que jogar Bonsucesso e Madureira no Maracanã. Os jogos têm que ser bem programados, olhando todos os detalhes que podem deixar de ser atrativos.

O dia do jogo sempre fugindo das partidas na TV ao vivo; os horários mais razoáveis para o torcedor; todos os veículos de comunicação – impresso, rádio e TV – dedicados a divulgarem o evento esportivo.
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Reféns da Confederação Brasileira de Futebol

                       
                             

           
Os clubes pequenos, que integram as séries D e C do Brasileiro, são submissos à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Fácil explicar: os dirigentes das Federações em todo o Brasil são obrigados a cumprir um calendário moldado nas principais competições da CBF, que são os brasileiros das séries A e B, Copa do Brasil e as competições internacionais – como Libertadoras e Sul Americana. Na verdade, essas competições são de clubes das primeira e segunda divisões. Existe também o fato de que algumas equipes das series C e D disputam num mata da Copa do Brasil.
 
A exigência da CBF às federações é no cumprimento anual do seu calendário, determinando datas para as competições regionais. Tudo por causa das transmissões ao vivo da Rede Globo, que banca financeiramente esses clubes. Esse quadro é desde os estaduais, no começo do ano. Depois, segue os demais campeonatos com equipes das séries A e B.
 
Em centro menores, como o do futebol capixaba, em que a televisão mostra as partidas ao vivo, acontece, de janeiro a dezembro, disputando (ou não) as competições locais. Vamos ao nosso estado, por exemplo: por que temos que realizar o Capixabão cumprindo rigorosamente as datas determinadas pela CBF? Não temos equipes nem na série A e nem na B...
 
Que diferença faz, nos jogos do nosso Capixabão, fazer com que essas partidas, não se confrontem com jogos ao vivo dos principais clubes? Temos isso desde as partidas de campeonatos de outros estados, principalmente do Rio, São Paulo e Minas.
 
Qual o problema dos nossos campeonatos serem paralelos com os nacionais das séries A e B, ou outros estaduais? Por que promover um campeonato tão apertado, a ponto de diminuir o número de jogos? Não tem outra explicação: é só porque a CBF exige o cumprimento do seu calendário, inclusive com jogos da seleção brasileira.
 
Vamos ter jogos ao vivo sempre. Até mesmo de clubes do continente Europeu. Por que temos que reduzir as nossas competições? O que justifica? Os jogos ao vivo? Temos isso durante todo o ano, portanto, não há motivação para prestar obediência a um calendário da Confederação que não tem nada a ver com as nossas competições!
 
Se fosse o caso de um clube do Espírito Santo seguir em frente na série D, por exemplo, passando de fase, a situação mudaria completamente. Fora a isso, teríamos que ter um calendário próprio, com competições variáveis e motivadoras.
 
Sugiro, inclusive (e não é a primeira vez que falo), um torneio com clubes da Grande Vitoria paralelo com os do interior, se dividindo em regiões norte e sul. O Capixabão poderia ser disputado em quatro meses, invadindo julho. Porque não? O que isso vai a atrapalhar as competições da CBF?
 
Estou dando o exemplo do estado capixaba, mas há outros com o mesmo problema, e que realizam campeonatos longos. Alguns acabam em julho. O que altera para nós são os jogos do calendário da CBF.
 
Temos que mobilizar mais o nosso futebol. Temos que sair da mesmice de todos os anos, que é este campeonato reduzido de datas e uma Copa Espirito Santo pouco motivada pelos clubes, a ponto de uma grande maioria ficar de fora. Os presidentes dos clubes deveriam aproveitar os arbitrais para dar ideias e se preocupar em mobilizar as suas agremiações, com projetos de incentivo para chamar a torcida para dentro dos estádios. Esse argumento, de que nada pode ser feito sem o aval da CBF precisa ser derrubado.
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