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O avião e a alma que voa

                       
                             

           
Dia desses lia, absolutamente consternado, o noticiário alusivo à queda de um avião. Foram mais de 200 vidas perdidas. Seis países deixaram de lado suas diferenças e juntos tomaram as primeiras providências que o caso reclamava. Jornais de todo o mundo repercutiram o infeliz episódio de forma ampla e dramática, estampando em suas páginas as fotografias dos nacionais que pereceram.
 
Dia desses lia, absolutamente consternado, que o cigarro, e só ele, causou um bilhão de mortes no século XX, muito mais do que todas as guerras acontecidas naquele período. Só em 2010 o tabaco ceifou a vida de seis milhões de semelhantes nossos. Países não deixaram de lado suas diferenças para tomar as providências que o caso reclama, e poucos jornais o divulgaram de forma ampla e dramática.
 
Dia desses lia, absolutamente consternado, que a poluição do ar na cidade de São Paulo causou a morte de cem mil pessoas ao longo dos seis últimos anos. Descobri que quase 25% dos óbitos registrados nos países em desenvolvimento estão de alguma forma relacionados à poluição. Países não deixaram de lado suas diferenças para tomar as providências que o caso reclama, e poucos jornais o divulgaram de forma ampla e dramática.
 
Dia desses lia, absolutamente consternado, que um milhão de bebês morrem por ano nas primeiras 24 horas de vida, e que medidas simples evitariam ou reduziriam em muito este quadro. Países não deixaram de lado suas diferenças para tomar as providências que o caso reclama, e poucos jornais o divulgaram de forma ampla e dramática.
 
Dia desses lia, absolutamente consternado, um relatório da ONU noticiando que todos os dias morrem 22 mil pessoas no mundo devido a doenças transmitidas por água contaminada, bem como um outro texto indicando que a cada dia 20 crianças perdem suas vidas no Brasil por falta de esgoto sanitário - e 900 por hora pelo planeta afora. Países não deixaram de lado suas diferenças para tomar as providências que o caso reclama, e poucos jornais o divulgaram de forma ampla e dramática.
 
Dia desses lia, absolutamente consternado, um estudo da ONU segundo o qual a cada cinco segundos morre uma criança de fome sobre o solo do nosso tão rico planeta. Faça uma experiência e conte até cinco: um, dois, três, quatro, cinco - morreu outra. Países não deixaram de lado suas diferenças para tomar as providências que o caso reclama, e poucos jornais o divulgaram de forma ampla e dramática.
 
Dia desses lia, absolutamente consternado, um documento da Organização Mundial da Saúde demonstrando que o consumo de álcool é responsável por 2,3 milhões de mortes ocorridas no mundo a cada ano. Países não deixaram de lado suas diferenças para tomar as providências que o caso reclama, e poucos jornais o divulgaram de forma ampla e dramática.
 
Dia desses lia, absolutamente consternado, que a cada 30 segundos uma pessoa se suicida no mundo - e 20 outras quase morrem tentando. Constatou-se que o número de suicídios aumentou 60% nos últimos 50 anos. Países não deixaram de lado suas diferenças para tomar as providências que o caso reclama, e poucos jornais o divulgaram de forma ampla e dramática.
 
Enquanto isso, fiquemos com a imagem do avião acidentado. Ele sepulta consigo mais do que as vidas ceifadas antes do tempo, leva embora sob suas asas de aço mais do que nossas ilusões e fascínio pelas conquistas tecnológicas - muito mais do que tudo isso, ele carrega consigo, talvez, a alma de toda uma espécie.
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O nosso maior desafio

                       
                             

           
Dia desses, depois de ler o noticiário sobre mais uma passeata realizada pelas ruas do Brasil, tive a ideia de fazer uma pequena pesquisa sobre a situação do regime democrático pelo planeta afora - e o resultado me tirou o sono.
 
Comecemos pelo Reino Unido: em 1950, 20% dos ingleses eram filiados a algum partido político - hoje, são apenas 1%. Não surpreende, assim, ter uma sondagem de opinião pública revelado que 62% dos eleitores pensam que “políticos mentem durante todo o tempo”.
 
Um outro estudo, levado a efeito sobre 49 países nos quais o voto não é obrigatório, constatou que entre 1980 e 2013 o comparecimento dos eleitores caiu quase 20%. Este resultado relaciona-se com um outro, fruto de pesquisa realizada nos idos de 2012 em sete países europeus, segundo o qual metade dos eleitores não tem nenhuma confiança em seus governos.
 
Nos Estados Unidos da América, em 1964, 3/4 da população declaravam confiança no governo - contra apenas 1/4 em 1996, e magros 12% em 2014. Naquele país, entre 1958 e 1994, a parcela dos que acreditam serem os governantes corruptos pulou de 24% para 52%.
 
Na Rússia, apenas 1% dos habitantes estão interessados em política, 26% disseram não querer nem ouvir falar sobre o tema, 41% demonstraram baixíssimo interesse nele e exíguos 28% declararam acompanhá-lo.
 
Na América Latina, recente pesquisa levada a efeito pelo PNUD retratou que 54,7% dos cidadãos aceitariam um governo autoritário se ele pudesse resolver os problemas econômicos do país. O mesmo estudo demonstrou que para 56,3% da população o desenvolvimento é mais importante que a democracia.
 
Uma outra sondagem de opinião pública, realizada em 2006, constatou que 13,5% dos brasileiros preferem uma ditadura. Outros 16,9% se disseram indiferentes. E apenas 64,8% dos nossos compatriotas disseram preferir o regime democrático. Haveria algum erro nesta pesquisa? Penso que não: uma outra, mais recente, realizada pela ONU junto a 18 países da América Latina, colocou o Brasil em 15º lugar quanto ao nível de adesão da população à democracia. Recordaria, ainda, pesquisa publicada pela revista “The Economist”, segundo a qual apenas 37% dos brasileiros confiam na democracia.
 
Pois bem: constatado o declínio de tão importante instituição cumpre partamos, e sem vacilações, rumo à identificação de suas causas, com vistas a eventuais correções de rumo. A propósito, talvez um início de resposta esteja na manchete do jornal “Nigerian Tribune” do dia 29 de maio de 2010: “11 anos de democracia: até aqui, o que?”
 
Está aí, nesta pergunta, aquele que talvez seja o maior desafio da humanidade: provar ser possível o desenvolvimento pleno sob um regime democrático.
 
Para tal há que se garantir aos governos agilidade e força indispensáveis à materialização de medidas gerenciais - mas de uma forma tal que abusos e atos de corrupção sejam claramente prevenidos, destacados e punidos. Há que se garantir a punição rigorosa e rápida de todos aqueles que violarem as leis - porém, observados todos aqueles princípios relacionados à ampla defesa. Há que se conceber um sistema eleitoral verdadeiramente aberto, justo e representativo - e que proporcione aquela estabilidade tão indispensável ao desenvolvimento.
 
Alguém diria que alcançar este ponto de equilíbrio é tarefa destinada aos séculos. Pode ser. Mas não será porque não podemos fazer tudo que nada faremos - e eis aí nossa mais sagrada responsabilidade histórica e espiritual.
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A armadilha do tempo

                       
                             

           
Dia desses fui a uma formatura e fiquei a meditar sobre como é belo o início de qualquer carreira. Lá estavam dezenas de novos profissionais jurando, de pé e solenemente, dedicação à causa do bem e da humanidade.
 
É assim que começamos nossas caminhadas - que nos conduzirão ao encontro daqueles que serão nossos primeiros clientes, semelhantes nossos, apresentando esperançosos, com os olhos, os seus pedidos. São, no mais das vezes, pretensões básicas - algo relacionado à saúde, à vida ou à integridade física ou moral.
 
Estes primeiros pacientes são afortunados! Com que carinho nos debruçamos sobre seus casos! Lemos e relemos cada documento e pesamos criteriosamente todas as circunstâncias, a fim de que nosso diagnóstico seja absolutamente preciso e que o bem da vida enfraquecido seja fortalecido e saia saudável de nossas salas.
 
Nestes primeiros dias nós até recebemos as famílias temerosas pela sorte dos seus entes queridos, e pacientemente as ouvimos e confortamos. Terminado o expediente diário deixamos nossos locais de trabalho com a alma leve de quem passou o dia a recitar uma linda oração.
 
Mas eis que os dias vão se passando e o desfile das misérias humanas não diminui - pelo contrário só aumenta, juntamente com o nosso torpor. Decorridos alguns meses, o sofrimento do próximo passa a ser cada vez mais apenas uma rotina desconfortável, desagradável ao espírito e aos sentidos. Lentamente, sem que o percebamos, passamos a ser vítimas daquele que Ralph Waldo Emerson definiu como "o pior veneno": o tempo!
 
Inadvertidamente, passamos a estudar cada caso com atenção cada vez menor, e quanto mais experientes mais delegamos tarefas a auxiliares que não tem experiência alguma, em uma total inversão de lógica. Atender familiares? Tanto maior o tempo de profissão, menor o tempo que dedicamos a ouvi-los e confortá-los.
 
Na maior parte das vezes, vítimas do passar do tempo, e sem que o percebamos, só nos damos ao trabalho de alguma pesquisa mais extensa quando nos deparamos com algum daqueles casos polêmicos, acompanhados pelos jornais. Diante de tais casos não é raro prepararmos longos estudos, recheados de citações de autores europeus e norte-americanos.
 
Já quanto aos demais, o tempo que dispensamos muitas vezes acaba sendo inversamente proporcional à duração de nossas carreiras. Assim, às expressões "a situação é conhecida", "trata-se de um quadro comum" ou "é mais um daqueles casos" não raramente seguem-se remédios amargos, daqueles que causam dor e sofrimento durante anos a fio. Não se veja aí, e deixo isto muito claro, nada além de um fenômeno puramente humano - a acomodação e a perda de sensibilidade diante de uma rotina. Só isso, e nada mais do que isso - mas, ao mesmo tempo, tudo isso!
 
Já veteranos, e encerrado o expediente, deixamos os nossos ofícios não mais com aquela alma leve dos primeiros dias, mas com uma sensação estranha de alívio por estarmos saindo daquela passarela na qual desfilam as mais pungentes misérias humanas. Sim, lenta e imperceptivelmente, o nosso sentimento passa a ser quase que de alegria por estarmos ganhando distância daquele ambiente tão pesado.
 
Dizem alguns que este fenômeno - aquela perda de sensibilidade que só o tempo traz - acontece em todas as profissões, das mais simples às mais complexas. Que tal meditarmos sobre isso? Afinal, como ponderou sabiamente J. Wu, “grande homem é aquele que não perdeu o coração de criança”.
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Algo para refletir

                       
                             

           
A Região Metropolitana de Vitória tem 2.318 km2, habitados por cerca de 1,7 milhão de habitantes. Faça, agora, um exercício mental: reduza esta área para 716 km2, porém aumentando a população para uns 5,5 milhões.
 
Em seguida, imagine esta pequena área isolada - como um país independente. Creio já ser possível perceber o tamanho do problema: não haveria riquezas naturais ou sequer espaço para plantio de alimentos. Do que viveríamos? Como atrair investimentos? Como gerar riquezas? Seria de se esperar, pelos nossos parâmetros normais, um cenário de pobreza e tumulto sobre um solo tão pequeno em tamanho.
 
Pense, então, que em relativamente pouco tempo este lugar transformou-se em um dos maiores centros financeiros e comerciais do planeta. Ostenta a maior concentração de milionários e bilionários do mundo. Abriga um dos maiores portos existentes - aliás, o maior em movimentação de “containers”. Seus índices de criminalidade estão entre os mais baixos da humanidade. Seu aeroporto é, disparado, um dos maiores e mais luxuosos que existem.
 
Surpreendentemente, uma terra tão miserável não tem miséria - seu povo mora bem, desfruta de ruas impecáveis, serviços médicos de qualidade e um dos maiores padrões de segurança conhecidos - leva uma vida digna, enfim.
 
Transporte esta qualidade de vida para o seu cotidiano de viver desviando de buracos em ruas depredadas, escondendo seus pertences de ladrões e andando sempre sobressaltado ao menor ruído ou presença suspeita - passe a sentir, intensamente, a dor que traz a miséria sobre um solo tão rico.
 
O passo seguinte será buscar a receita que transformou uma realidade sombria em alvorada majestosa, para aplicá-la aqui. A primeira palavra que nos viria à mente seria “educação”. No entanto, não foi ela a responsável - simplesmente não haveria tempo para formar-se toda uma geração antes que graves convulsões sociais ocorressem.
 
A solução, na verdade, foi bem mais simples - responde pelo nome de “estabilidade jurídica”. Só isso. Mas o que seria essa senhora? É fácil: as instituições funcionam, quem comete crimes é punido, contratos são cumpridos e regras são estáveis. Simples assim. O resto vem a reboque - lá está Singapura a prová-lo.
 
Quem não quiser utilizar o exemplo de Singapura, que use o do Japão, o da Coreia do Sul, o da Suíça, o da Suécia etc. - todos eles países essencialmente pobres, mas que venceram principalmente graças à estabilidade jurídica que proporcionam.
 
Reflita, agora, sobre nossa terra tão rica. A corrupção praticamente impune - aliás, não é raro que punidos sejam os que a investigam - espanta a maioria dos investidores. Aos que não desanimam, segue a ineficiência do mundo das leis e a fragilidade das regras, tornando incerto qualquer tipo de retorno. Os resultados deste quadro são conhecidos: redução de investimentos, infraestrutura deficiente e uma sociedade desigual e conflituosa - lá estão Brasil e África como um todo a prová-lo.
 
Por favor, não coloque a culpa no povo mais humilde. Não foi este a conceber e não é este a manter o cinismo estimulado pela ineficiência do nosso sistema legal. A culpa é nossa, enquanto elite - que sabe o que há por ser feito, conhece os culpados, mas tantas vezes se omite por medo ou acomodação.
 
Enquanto isso, a cada dia mergulhamos mais fundo no barbarismo - este englobando do vandalismo à corrupção, da justiça pelas próprias mãos à miséria que agride. Sinceramente, não precisava ser assim!
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A Cortina de Ferro

                       
                             

           
Dizem alguns que a expressão "Cortina de Ferro" foi criada por Winston Churchill para definir um cenário de horror e opressão. Dizem outros que o verdadeiro autor desta figura teria sido Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda da Alemanha nazista.
 
Seja como for, trata-se de um termo que define períodos sombrios, nos quais a liberdade e a cidadania - a dignidade humana, enfim - são sufocadas de forma insidiosa e cruel, sacrificadas no altar da hipocrisia em louvor à sanha egoísta de alguns poucos.
 
Tempos difíceis, os da "Cortina de Ferro". Diante da falência das instituições, eis pela palavra do suserano de plantão a necessidade de uma "cultura de segurança", apanágio do "estado policial". A reboque deste as barreiras, revistas, checagens e rechecagens contra um povo humilhado e intimidado - mas, paradoxalmente, por iludido, agradecido!
 
Ante o fracasso daquela ordem social injusta típica de tais tempos, nunca tão seletivos os portões das masmorras - pelos quais passam alguns miseráveis criminosos cujo sofrimento proporcionará o controle social de outros que não o são, em benefício de uns poucos que o são mas que lá não estão. Periodicamente, é claro, há que haver aquela exceção que confirme a regra e serene os ânimos dos menos iguais.
 
Diante de um panorama desses, e em se tratando de espécie humana, certo o surgir de uns tantos Dons Quixotes - a estes, porém, reservada a Sibéria, ora física, ora moral, conforme o tecido humano no qual bordada a cortina de que aqui tratamos.
 
As leis destes lugarejos, como não poderia deixar de ser, são sempre fartas e majestosas, proibindo, na ironia formidável de Anatole France, que ricos e pobres durmam sob as pontes.
 
Uma das maiores vítimas deste estado de coisas é a privacidade - nele nunca tão homenageado o dito popular segundo o qual "as paredes tem ouvidos". Tal estado de coisas rouba de todo um povo o direito simples ao diálogo - afinal, decerto haverá alguém à espreita.
 
E que dizer da imprensa? Esta há que existir, de forma a proporcionar uma falsa sensação de normalidade - mas que não passe de certos limites, em seguida aos quais será chamada às falas a bico de porrete ou de pena.
 
Normalmente, nestes confins, apregoa-se que todos são iguais em termos de oportunidades - no entanto, dentro daquela máxima segundo a qual alguns são sempre mais iguais do que outros, não é raro o implementar de economias cartoriais, nas quais apenas resta à patuleia tratar dos restos deixados pela divisão de licenças, autorizações, alvarás, permissões, concessões e afins.
 
Problema sério, a propósito deste aspecto, é a burocracia. Rígida e rigorosamente controlada, eis aí o mais formidável instrumento de controle das massas! Ao fim do cabo, quem pode contra um exército de burocratas?
 
Como não poderia deixar de ser, nestes cafundós todos tem a mesma opinião - ou pelos menos dizem tê-la - sobre os principais problemas nacionais. Via de regra vieram todas de algumas poucas cabeças pensantes, por vias normais ou subliminares - afinal, para que pensar?
 
Um lugar desses simplesmente não tem como progredir, pois nenhum povo sufocado consegue respirar bem. Daí, talvez, o motivo pelo qual todas as "Cortinas de Ferro" surgidas ao longo da marcha da humanidade terem caído, quase sempre desmascaradas como plutocracias, cleptocracias, falsas democracias ou similares - afinal, não se pode enganar a todos durante todo o tempo, como ensinou sabiamente Abraham Lincoln.
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