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Jeito de mãe

colunista

Grazieli Esposti é jornalista e especialista em Comunicação Estratégica e Gestão da Imagem. Mas sua maior realização é sem dúvida a maternidade. Mãe do Bernardo, 5, e do Henrique, 2, ela vai dividir em sua coluna um pouco das dores e delícias de ser mãe, tudo com muita opinião, sinceridade, respeito, fé e bom humor. Sugestões: jeitodemae@eshoje.com.br / Instagram: @grazieliesposti

     
           

Volta às aulas e a adaptação

                       
                             

           
As férias escolares se foram e enfim teve início o ano letivo. Com uma semana de atraso, devido aos problemas de falta de segurança pública no nosso Estado, ontem foi dia de recomeçar. Hora de rever uns amigos, conhecer outros, descobrir quem seriam as tias, onde fica a nova sala, se tem brinquedos diferentes, enfim, tudo novo de novo. E com tanta novidade, impossível deixar a ansiedade de lado, chega a ser engraçado. A gente torce tanto para esse momento chegar e quando ele chega, bate um vazio enorme. Coisa de mãe, loucuras da maternidade.

 
E também foi meu primeiro dia sem os dois em casa e posso dizer que ouvi um silêncio ensurdecedor. Nada de brigas, confusões, gritarias, brincadeiras, risos e chamados a mamãe a cada cinco minutos. E mesmo tendo muito trabalho pra fazer e colocar em dia, meu coração ficou apertadinho, sentindo falta de toda a loucura e imaginando como cada um estava se comportando. Não se trata de tristeza, pelo contrário, mas expectativa mesmo e saudade também, parecida com a que sentimos quando enfim, eles dormem.


Como os meus estudam em escolas diferentes, fomos todos levar o pequeno na dele para dar aquela força. Em seguida o papai foi deixar o mais velho e eu fiquei com o caçula para a tal adaptação. Ah, a adaptação, sempre acreditei que ela é muito mais pra gente do que pra eles. Apesar do choro alto e pedidos de não vá embora de muitas crianças, geralmente quando os pais viram as costas, elas imediatamente param, o que é um alívio para todos nós.

 
Mas ontem não foi uma adaptação propriamente dita, pois os pequenos já não são tão pequenos assim, então os pais ficaram um pouquinho no início para a ambientação e depois foram embora. Alguns tiveram que ficar mais tempo pra consolar os que choravam, mas depois todos ficaram sozinhos, sem exceção. O meu me viu levantar e perguntou: “Vai embora mamãe?”. Respirei fundo, olhei nos olhos dele e perguntei: posso ir? Ele disse que sim, com tranquilidade, perguntando apenas se eu voltaria pra busca-lo. Ôh gente! Pensa bem! E entre um abraço apertado e um beijo molhado, eu disse que daqui a pouco estaria de volta.


Eu agradeço muito a Deus que nunca passei pela situação de ver filho chorando e implorando pra eu não ir, pois me corta o coração, juro. Meus meninos nunca choraram, sempre se adaptaram com facilidade e tranquilidade, o que não quer dizer que não sentissem a separação. Sinceramente, se chorassem e agarrassem nas minhas pernas pedindo pra eu ficar, não sei o que eu faria. Possivelmente ia chorar junto, mesmo que por dentro. Olhar aquelas carinhas lindas com os olhos cheios de lágrimas e ter que ir embora deve ser difícil demais. Então, agradeço mesmo por não ter passado por essa provação, pelo menos essa. E para as mamães que estão vivendo esse momento agora, só posso deixar minha solidariedade e meu carinho e dizer que logo vai passar, em breve seu filho vai te dar aquele tchau tão esperado e jogar beijos.
 
Nesse processo todo, acho importante sermos firmes, olhar nos olhos, conversar antes em casa e explicar tudo o que vai acontecer. Mesmo pequenos eles entendem e criam expectativas que precisam ser atendidas. Lembra da pergunta que o Henrique me fez, se eu voltaria pra busca-lo? Então, assim que eu o peguei ele olhou pra mim e falou: “Você não veio me buscar!”. Surpresa com a indagação, falei que tinha ido sim, estava ali, ora pois. Mas ficou claro pra mim a maneira que ele havia entendido o nosso combinado. Ele achou que eu voltaria logo, e olha que nem demorei, pois saí da sala às 14 horas e às 16 horas já fui buscar, pois nessa primeira semana o horário é reduzido. Então ficou mais essa lição pra mim, preciso ser ainda mais clara. Hoje, ao deixa-lo, nos despedimos na porta e falei que ao final da aula, quando todos os pais viessem, eu o buscaria, e assim o fiz.
 
Então, posso dizer que por aqui deu tudo certo e espero que por aí também tenha sido um sucesso. E se não foi, tenha paciência e perseverança que tudo logo se ajeita. Até a próxima!
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O que esperar para o futuro de nossos filhos?

                       
                             

           
cA coluna desta semana certamente não era sobre este tema, mas diante do caos instaurado no Espírito Santo, como mãe e jornalista que sou, não posso fingir que nada está acontecendo, preciso colocar pra fora toda minha indignação e tristeza com esta situação. Não vou entrar no mérito da legalidade ou não da ação das famílias dos policiais militares, que desde sábado impedem que a PM exerça seu trabalho, que é o de proteger nós cidadãos. Acho que a questão é bem anterior a isso. Essas famílias nada mais fazem do que lutar por seus direitos. Se é a melhor maneira? Não me cabe julgar, eu não tenho esse direito.
 
 
Você já pensou se fosse casada com um PM? Se ele saísse pra trabalhar e você não soubesse se voltaria? Ou como voltaria? Se ele não ganhasse nada a mais por trabalhar a noite? Ou por exercer uma profissão de risco? O que falaria para seus filhos quando entendessem o trabalho dos pais e contestassem sobre a segurança de desempenhá-lo? Que o papai ou a mamãe, no caso da policial mulher, são verdadeiros heróis e heroínas e que nada de mal iria acontecer com eles? Você mentiria desta forma para seus filhos, fazendo-os acreditar em super poderes que não existem? Pois infelizmente, você não poderia dar estas garantias, pois apenas nos desenhos e histórias infantis isto é realidade.
 
 
Pois bem, se você, assim como eu, desde ontem está sendo bombardeado com vídeos e fotos de violência de todos os tipos, seja pelo WhatsApp ou pelas mídias sociais, e mesmo com muito medo está tentando o exercício de se colocar no lugar do outro, sem olhar apenas para o próprio umbigo, estamos juntos nessa. É hora sim de repensar a questão toda, de forma mais ampla.
 
 
Muitas pessoas não foram trabalhar hoje, seja porque foram liberadas ou por não ter condições mesmo. Quem tem filhos, está em casa com eles, até porque as aulas foram suspensas. Aqui em casa estamos todos presos, sitiados, assim como muitos capixabas. Meu filho mais velho já estava tendo aula e o mais novo retornaria hoje. Estavam animados que iriam para a escola, mas isso não pode acontecer. Então chamei os dois e expliquei o real motivo. Obviamente de uma forma que pudessem entender e que não entrassem em pânico, mas falei a verdade, pois é assim que eu acho que deve ser e tento praticar por aqui. Ficaram tristes, mas entenderam, e pedi para que rezassem para que tudo se resolvesse logo, da melhor maneira possível e amanhã todos pudessem ir para a escola.
 
 
Aproveitei o momento e perguntei em todos os meus grupos de WhatsApp oque cada mãe/pai estava explicando para os pequenos e como estavam sendo as reações. A maioria contou que disse a verdade, obviamente adaptada a idade e a realidade de cada família, ou seja, de acordo com a visão de cada uma sobre a situação. Algumas mães preferiram omitir os fatos para não apavorar as crianças, o que é compreensível.
 
E dentro dessas realidades distintas, duas situações me chamaram a atenção. Uma mãe me disse que o filho ficou triste porque não haveria aula, mas entendeu e ainda falou: “mãe, quando eu crescer, vou ser policial e vou proteger todo mundo”. Uma resposta nada surpreendente se pensarmos na pureza e inocência de uma criança, entretanto, totalmente improvável para nós adultos, que sabemos a real situação dos fatos. Esta criança mora em um bairro nobre e está sujeita a assaltos e sequestros diariamente, mas se por sorte isso não acontecer, vai continuar com a esperança e o brilho nos olhos que todos nós deveríamos ter.
 
 
Enquanto isso, outra criança, repito, outra criança, que mora num bairro da periferia e está “acostumada” com a violência diária, outro tipo de violência, convenhamos, reagiu de outra forma quando a mãe explicou porque não haveria aula hoje. Ela contou exatamente o que estava acontecendo e ele se manteve tranquilo, afinal, está acostumado com tudo isso. Já viu bandido matar outro na sua frente, com tiros na cabeça. Hoje não sente mais medo, até tem curiosidade de ir ver o “presunto” quando sabe de um fato. No bairro deles, não teve assaltos e esta correria toda que estamos vendo, nem costuma ter. O que teve e tem lá é diferente. É bandido contra bandido. É guerra de facções. É disputa por quem comanda o tráfico de drogas. E com a falta de policiamento, criminosos rivais, aproveitaram para executar seus adversários. Até dentro de hospitais entraram.
 
 
Meu coração dói de pensar nesta realidade, tão perto e tão distinta de mim ao mesmo tempo. São dois mundos muito diferentes, mas ambos tristes e cruéis. Porém, enquanto a primeira criança, assim como meus filhos, são privilegiadas e ainda acreditam num futuro promissor, outras tantas já perderam até este direito. Não sonham mais! É muito cruel! É desumano! E já passou da hora de repensarmos nossas escolhas, nossos governantes, quem nos representa ou pelo menos, deveria representar. Pois é papel deles, resolver isso!
 
 
Senhores governantes, aqui quem fala e exige soluções reais é uma mãe, nem melhor, nem pior do que qualquer outra, mas que sonha com um futuro digno para seus filhos. Pirraça é coisa de criança e vocês já passaram desta fase. Não adianta fazer pronunciamento dizendo que tudo que podem fazer está sendo feito, pois não está. Sentem e negociem com os policiais, esforcem-se para atender suas reivindicações, pois são mais do que justas. É isso que esperamos de vocês. Não podemos pagar o pato mais uma vez. A situação chegou a este ponto e a culpa não é do povo. Quer dizer, de certa forma é sim, pois vocês estão aí porque foram eleitos, mas aí já é outra história.
 
 
Por hora, espero de verdade que resolvam esse caos. Não adianta trazer 80 homens da tropa nacional de segurança hoje e 120 amanhã. Não vai resolver. Não trará segurança e os policiais vão continuar sem seus direitos. Foram mais de 50 homicídios registrados neste fim de semana. Eram 50 vidas. É isso que devemos esperar para o futuro de nossos filhos? Tenho fé que não! Até a próxima!
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Férias escolares: intensa e deliciosa loucura

                       
                             

           
Foto: Grazi Esposti
Grazi Esposti
As férias estão perto de terminar. Ufa! Ainda não sei como resisti a esses quase dois meses intensos. Isso aí, intensa é a palavra mais singela que encontrei pra definir as férias escolares aqui em casa. Foi uma delícia, não posso negar, mas foram muito cansativas e estressantes também. Criar atrações o dia inteiro, todos os dias, para dois meninos ligados no 220 não é tarefa fácil. Eles são agitados, enjoam fácil das coisas e o pior, brigam sem parar, aquela implicância de irmãos sabe. Quando um está quieto, lá vem o outro pentelhar. Tem que contar até um milhão pra não surtar.

Mas nós fizemos de tudo um pouco. Teve viagem pra longe, com direito ao pequeno andar de avião pela primeira vez. Pracinha, calçadão, praia, piscina, show da Patrulha Canina, cinema (com direito a cochilo do mais novo), brincadeira com amigos e vizinhos, incluindo a confecção de papel machê e minha varanda toda trabalhado no azul, e ainda ainda vídeo game e tablete, claro. Ah, também teve colônia de férias. O que dizer dessas abençoadas horas em que eles se divertiam pra valer, enquanto eu curtia o delicioso silêncio do meu lar. Aproveitei pra fazer nada, pra descansar, pelo menos mentalmente, e pra trabalhar, pois não tenho férias e continuei com meus afazeres, mesmo com essa rotina louca ou a falta dela.

Fico pensando que deve ser uma delícia sair de férias junto com as crianças. Poder curtir de verdade, sem preocupação com prazos e demandas. Mas como isso não me pertence, me viro como posso. E esse ano decidimos que os meninos iriam pra colônia de férias por duas semanas, exatamente as que o papai viajaria e a mamãe ficaria no manicômio sozinha, ops, em casa.

Escolhemos dois locais diferentes para cada semana, exatamente pra diversificar bem as atividades. Uma delas já conhecia, é aqui perto de casa, uma brinquedoteca muito legal. Por ser um ambiente fechado e pequeno, as crianças exploravam muito o espaço cheio de brinquedos, se fantasiavam cada dia de um personagem diferente, além de muita dança, brincadeira, trabalhos manuais, teatro, contação de história e aula de culinária. Nesta última, meu mais velho era puro orgulho quando fui buscar, exibindo o seu biscoito de chocolate como um troféu. E não é que estava gostoso mesmo?!

Já a outra colônia foi uma grata surpresa. Realizada em uma escola que acaba de ser inaugurada aqui em Vitória, veio com uma proposta de pura farra e diversão. Além de muita brincadeira com uma equipe de recreadores super animada, o ponto alto sem dúvida foi o banho de mangueira, com direito a escorregar na lona. Nada me lembra mais minha infância do que isso. Morávamos em uma casa que tinha uma área grande e comprida e nossa alegria (minha e do meu irmão) era o dia de lavar este espaço. Como a gente adorava escorregar naquele sabão! E ver meus filhos amando fazer isso, pois não, nunca tinham feito, mais uma vez me fez pensar em como precisamos de tão pouco para agradar as crianças. Basta água e sabão e, claro, muita disposição.

Mas as férias chegaram ao fim. Apesar do cansaço, me sinto realizada pela certeza de que meus pequenos aproveitaram muito. Saudades já! Que venha o ano letivo e os próximos desafios. E por aí, como foram as férias? O que fizeram? Até a próxima!
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Ano novo, vida nova. Vamos lá!

                       
                             

           
Foto: Divulgação
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O Natal já passou e logo 2016 também se despedirá. E como este é nosso último bate-papo deste ano, pensei muito em qual tema abordar. Foi então que na correria peculiar desta época e com os últimos acontecimentos da minha vida, pessoal e profissional, veio o estalo. O que eu pretendo para 2017? E o que farei para realizar meu planejamento? Aquele bom e velho clichê de que um novo ano se aproxima e com ele 365 novas oportunidades de fazer diferente me caiu como uma luva. Sendo assim, te convido a junto comigo fazer uma reflexão sobre sua vida, seu trabalho, relacionamento, maternagem e pensar o que pode fazer de melhor, o que vale manter, o que é necessário mudar.
 
colunistaVou falar um pouco de mim, das minhas conclusões, mas peço que faça a análise pensando nas suas necessidades. E como nossa pauta é maternidade, vou citar alguns objetivos e exemplos que envolvem este assunto. Vamos lá? Para este próximo ano defini que quero focar no meu lado profissional e na minha carreira, pois até então eu tinha uma meta a cumprir comigo e com meus filhos. Depois que tive os dois, corri atrás de um sonho, que também se tornou uma necessidade pra mim, que era trabalhar em casa e ter mais tempo com eles. Prometi que enquanto meu mais novo não se curasse da alergia a proteína do leite de vaca (APLV) e não tivesse alcançado certa autonomia, minha prioridade seria eles. Acompanhar bem de perto a saúde, educação e o desenvolvimento como um todo.
 
Graças a Deus esse ano conquistamos a cura do Henrique e ele está cada dia mais independente, enquanto o Bernardo já me demonstra os próximos desafios que terei pela frente. De qualquer forma, mesmo aos trancos e barrancos, consegui o que eu queria e então me sinto pronta e com vontade de querer mais.
 
ano novo vida novaEsses mais de três anos não foram fáceis, porque trabalhar em casa não é moleza como muitos imaginam. Na maioria das vezes, para conseguir ficar com eles e dar conta das funções de mãe e do lar, precisei protelar o trabalho ou fazer a noite, depois que eles dormissem. Possivelmente eu também gostaria de estar dormindo como eles ou fazendo nada. Doce ilusão. Outra situação que acontece muito com quem presta serviço e não tem horário ou dia de trabalho é exatamente isso, não ter horário, nem dia para trabalhar.
 
A demanda do cliente pode surgir a qualquer momento, férias não existem, não sei o que é isso. Sabe um sonho? Postar nas mídias sociais uma imagem bem linda e em letras garrafais com a palavra “FÉRIAS”. Ai que vontade de poder desligar meu celular e não precisar olhar o e-mail pelo menos um dia. Não ter esse direito ou ficar muito tempo sem ele, como no meu caso, é cansativo, desgastante. O corpo sente, a cabeça também e logo os sinais aparecem na saúde e na vida. E não pensem que estou reclamando, não mesmo, agradeço todos os dias por ter conseguido fazer desse jeito.
 
ano novo vida novaLutei por isso e batalhei para conseguir, mas agora cansei, não quero mais. Foi necessário e importante para mim por todo esse tempo. Mas passou. Para este ano, desejo uma melhor organização do meu tempo e da minha vida, uma rotina mais definida. Eu quero dia e horário de ir na academia. Quero agenda. Quero dia de fazer unha, cansei de sair perambulando na rua em busca de um salão que tivesse uma vaga. Se achasse, fazia. Caso contrário, paciência. Talvez tenha um pouco menos de tempo com meus filhos, mas não quero mais que no meio de uma brincadeira meu telefone toque e eu tenha que parar e tentar explicar os motivos de não poder mais brincar, sem sucesso com certeza.
 
De vez em quando tudo bem, acontece com todo mundo, mas aqui é sempre. Filhos quebrando a casa e você no telefone trancada num cômodo mais distante resolvendo um problemão tranquilamente, como se nada estivesse acontecendo e você estivesse na paz de seu escritório de frente para o mar. Eu quero que eles saibam quando estou trabalhando e quando não estou. É preciso existir esta diferença, esta definição. Dias desses, saindo para ir à praia, planejando ficar duas horas para cansar a galera que está de férias, recebi uma demanda. Aí pra não frustrar a família toda, fui assim mesmo e pelo celular, fiquei resolvendo. Ou seja, eu estava lá, mas não estava lá, entendeu?
 
ano novo vida novaInclusive, quando entrávamos no carro, a faxineira do prédio nos apresentou a moça que iria substituí-la durante suas férias e meu filho simplesmente virou para ela e disse: “minha mãe não tem férias, ela trabalha o tempo todo”. Ela riu e brincou: “nossa, agora eu fiquei com peninha dela”. E num outro dia ele soltou outra: “você tem que falar para eles que nós todos estamos de férias e que você também quer”. E aí, está bom pra você? Para mim não está, não mais. E essa é minha realidade diária por aqui.
 
Então, para 2017 eu peço além de paz, saúde e muito amor, organização e rotina. É disso que vou correr atrás, pois sei que preciso, me fará mais feliz e a todos a minha volta. Tenho um plano para isso, que pode demorar um pouco, mas vou a luta. E claro, amanhã posso mudar de ideia e querer voltar atrás, porque a vida é assim, em movimento, e o mundo gira sem parar e nossas opiniões e necessidades também se modificam. Mas e você, já pensou no quer para o ano que vem e o que fará para conseguir? Arregaça as mangas, menina! Corre atrás, se afasta do que não está te fazendo bem e bola pra frente. Até a próxima!
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Aniversário tem que ter festa

                       
                             

           
Foto: Grazi Esposti
Grazi Esposti
Ontem meu filho mais velho completou 6 anos. Foi dia de agradecer a papai do céu por ter confiado a mim a missão de conduzir uma vida. Dia de relembrar desde o momento da descoberta da gravidez até a hora de seu nascimento. Eu sempre fui nostálgica, faz parte da minha personalidade e nos meus aniversários sempre faço uma reflexão da minha vida e depois que tive filhos, passei a fazer isso no dia deles também. Mas além de tudo isso, ontem foi dia festa, de bolo, de assoprar vela e de parabéns!

Apesar de ter comemorado o aniversário dele e do mais novo na festa que fizemos para o papai, cada um ganhou bolinho em casa exatamente no dia que vieram ao mundo, mais uma mania da mamãe aqui. Tem que ser no dia, faça chuva ou faça sol. Já me disseram que gosto muito de festa, que sou animada demais. Tudo música para meus ouvidos, pois amo mesmo é de filho, então não meço esforços. Posso adentrar a madrugada fazendo o bolo do jeitinho que o filho pediu (ou pelo menos quase!). Olheiras até o pescoço, mas realizada e feliz.

Eu achava que era coisa minha dar tanta importância a esse rito de passagem, mas recentemente constatei que além de desenvolver a socialização, a comemoração do aniversário tem um importante significado para as crianças. Era o que eu precisava, ninguém me segura mais. Você sabia que os pequenos só entendem que cresceram quando fazem aniversário e cantam parabéns? Recentemente conversei com uma psicóloga sobre este assunto e ela me explicou que é através da festa que entendem que mudaram de idade e que ficaram mais velhos. O ritual da comemoração delimita a troca de idade e só assim eles “crescem”. E a partir disto, você pode, inclusive, confiar novas responsabilidades. Eu, por exemplo, já fiz alguns combinados a partir de hoje com meu filho, pois agora ele já tem 6 anos.

aniversários do filhos de GraziSendo assim, não adianta trocar a festa por presentes ou uma viagem, mesmo que seja a dos sonhos. É possível que seu filho não entenda que ficou mais velho, justamente porque não comemorou. Não foi nem uma, nem duas vezes que fui questionada pelos meus sobre a festa de um adulto ao falar que era aniversário de fulano e tentar explicar que não teria festa. Não conseguiram entender como ficar mais velho sem fazer “aniversário”. Puxa pela memória se você nunca vivenciou esta situação? Claro, que com a idade, vão entender. Enquanto isso não acontece, seguirei usando este motivo a mais para comemorar. Como se eu precisasse...

Aí você pode pensar, mas fazer festa é caro, dá trabalho. Depende, não estou falando de festa ostentação, um bolo com uma vela, família e amigos mais próximos já basta pra eles, pode ter certeza. Inclusive aproveitam muito mais, posso garantir. Eu particularmente amo festa assim, poucas pessoas, todos à vontade e o foco principal na diversão do aniversariante, que precisa terminar a comemoração exausto e feliz. Aqui também adoram ajudar, então que tal deixá-los colocar a mão na massa? O importante é todo mundo se divertir e a data não passar em branco. Até a próxima!
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