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Da uva ao brinde

Fernanda

Fernanda Almeida é casada, mãe de dois filhos, sommeliére inserida no mundo do vinho há 8 anos

     
           

Vamos à história?

                       
                             

           
Carmenére, uma casta histórica originada na região de Médoc e em Graves, Bordeaux. Chegou a ser uma das mais cultivadas no início do século XIX e na década de 1860 as videiras europeias sofreram com ataque da filoxera, uma praga que quase devastou todos os vinhedos da Europa.

A variedade dessa uva chegou a ser considerada extinta, mas acabou sendo redescoberta no Chile no ano 1994 por um ampelógrafo francês (Jean-Michel Boursiquot), onde era cultivada como Merlot. E foi no Chile que a carmenére ganhou grande destaque, pois se adaptou com facilidade aos solos férteis e clima agradável da região. Virou a uva emblemática do país.

A Carmenére é de amadurecimento tardio, seus vinhos possuem cor rubi com reflexos violáceos, notas aromáticas de frutas vermelhas e negras maduras, especiarias e vegetais. Em boca oferece vinhos de taninos macios, sedosos e envolventes. Para harmonizar, vale optar por pratos à base de carne vermelha com pouca gordura, medalhão de filé mignon com molho de gorgonzola, lombinho suíno assado e massas.
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Verão X Custo X Benefício

                       
                             

           
Como no verão devemos optar por vinhos mais refrescantes, aqui vão mais algumas dicas. Porém, desta vez, destacando o custo X beneficio dos vinhos e Portugal.
 
Os vinhos de hoje são da Região do Tejo, também denominada Ribatejo, muito produtiva que recebeu esse nome devido ao rio que nasce no sudeste, na fronteira espanhola, e desemboca em Lisboa. Solo argila e calcário; clima Mediterrâneo seco.
 
Na sede por frescor, começamos com um branco: Casa Agrícola Portugal Reserva branco produzido com as castas Sauvignon Blanc, Verdelho, Chardonnay, Gewurztraminer. A classificação Vinho Regional do Tejo, de colheita manual e passagem em barricas de carvalho francês. De cor clara com traços esverdeados , em seu aroma encontramos notas de baunilha e frutas tropicais (como manga e abacaxi).
 
  
Em boca o branco da Casa Agrícola Portugal é elegante, macio, com ótimo frescor e persistência. Ele deve ser servido a temperatura de 8ºC e harmoniza com aperitivos, peixes assados. Preço médio R$ 43,90
 
Outra opção é o Casa Agrícola Portugal Rosé. Trata-se de um vinho de entrada, elaborado com a casta Aragonez, com classificação Vinho Regional Tejo. Ele tem processo de colheita das uvas manual, cor rosa com tonalidades alaranjadas. Suas notas aromáticas são extremamente frutadas, frutas vermelhas maduras, cereja, morango, encontramos também pêssego e damasco.
  
 
Em boca é um vinho vivo, macio e com boa persistência, temperatura de serviço 12ºC. Acompanha bem massas com molhos medianos, pizzas, peixes – um salmão assado, harmoniza muito bem. Preço médio R$ 33,90.
 
E, por último, também da Casa Agrícola Portugal, vamos a um tinto 100% Touriga Nacional. Sua classificação é Vinho Regional Tejo, onde as uvas foram colhidas à mão e a fermentação feita em lugares com leveduras especificas e temperatura controlada.
 vinho
O vinho é de cor rubi intenso, aromas de frutas negras, florais, baunilha e especiarias como tomilho e orégano. Em boca é equilibrado, elegante, redondo de taninos macios e bom retrogosto. A temperatura de serviço recomendada é 18ºC e fica uma delícia quando saboreado com grelhados, assados, cordeiro, caças, lebre, pato. Preço médio R$ 49,90
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Touriga nacional reina

                       
                             

           
Foto: Divulgação
Divulgação
A rainha das tintas portuguesas é a uva ícone de Portugal: Touriga Nacional. Casta que é sempre rica em tanino, álcool e cor, têm vinhos que podem atingir de 15% a 16% de teor alcoólico. Sua origem se deu no Dão, uma região vitícola muito importante de Portugal.

A Touriga Nacional se destacou com muito prestigio no seu vizinho (Douro) - embora seu cultivo, há muito tempo tenha ganhado importância em todo território nacional, daí o complemento do nome Touriga Nacional. Por ser tão versátil pode ser plantada em todo mundo do vinho, tanto que já é cultivada na Austrália, Estados Unidos, Chile e África do Sul, também na Espanha.
 
A uva costuma ser de fácil adaptação: cresce em diversos tipos de solos e climas, tem bagos pequenos, arredondados e de cor negra-azul. Seus vinhos são de cor intensa, com forte presença de tonalidade violáceas, seus aromas são muito marcantes lembrando frutas negras maduras, vermelhas, podendo encontrar também especiarias, algo cítrico e notas florais, violeta e rosas. Em boca seus vinhos são volumosos, imponentes, de taninos firmes, marcantes. Já quando domados sedosos, podendo estagiar em barricas de carvalho ou não.
 
Um detalhe importante, essa uva tão versátil é considerada a melhor variedade para a produção do famoso Vinho do Porto. Dicas de harmonizações vai bem com carnes suínas assadas e grelhadas, carré, lombo, leitão assado, cordeiro, caças, lebre, pato...
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Ah, o verão...

                       
                             

           
Calor pede refrescância. Verão pede vinho. Nem só de água e suco faz a estação, afinal, para brindar tem que ser com bebida de qualidade. Por isso, hoje vamos falar de opções excelentes de rótulos refrescantes, alegres e vibrantes que existem no mundo do vinho.
 
Para o verão nada melhor do que optar por vinhos brancos, roses, frisantes, espumantes e tintos frutados. Eles são a cara da estação. E há ótimas opções de custo beneficio, como Fausto de Pizzato Chardonnay - vinho produzido no Rio Grande do Sul pela vinícola Pizzato.
Este é um branco refrescante, equilibrado e "casual", mas é fino e elegante, com aromas de abacaxi, maçã, pera, flores brancas e uma certa mineralidade. Em boca se mostra equilibrado e com boa persistência. Ele é elaborado com uvas 100% Chardonnay das melhores parcelas do vinhedo Dr Fausto e seu preço médio R$ 53,90.
Já o Moscatino é um frisante produzido na Argentina pela vinícola Bodegas Toneles, com 9% de teor alcoólico leve, refrescante, suavemente gaseificado, proveniente de uma seleção de uvas Moscatel de Alexandria. É um frisante para se apaixonar, com aromas típicos de frutas tropicais.

Em boca tem a leveza de um frisante, mas com a acidez fazendo parte do frescor e dando vivacidade e movimentos ao vinho. É macio, suave e delicadamente estruturado: ótima opção para tomar na praia ou à beira da piscina. O preço médio R$ 34.

Outra opção é o Fausto brut rosé, um espumante também produzido pela vinícola Pizzato, elaborado pelo método tradicional. Ele passa por um processo médio de amadurecimento sobre as borras, mantendo um caráter jovial com muita fruta, notas florais e ótimo frescor. Elaborado com as uvas 60% Pinot Noir, 30% Chardonnay e 10% Merlot de cor rosa média, com perlage fina, delicada e persistente.

Os aromas do Fausto é de frutas vermelhas, lembrando morango, cereja, framboesa e frutas cristalizadas. Na boca se mostra frutado, equilibrado, seco, cremoso e com ótimo frescor e persistência. Preço médio R$ 60.
Espíritu de Chile Roble Pinot Noir é produzido no Chile pela vinícola ACW, região Vale Central. Trata-se de um vinho jovem, mas que mostra ótima desenvoltura. Com amadurecimento de 6 a 8 meses em carvalho francês, tem um toque de complexidade, mas sem sobrepor a elegância característica da casta.

 
Vermelho translúcido, este vinho remete notas de frutas frescas, morango, cereja, baunilha e uma leve nota de canela. Em boca um vinho leve, com taninos finos , acidez delicada e persistente... Um vinho que surpreende pelo custo x beneficio: R$ 39,90.
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Da fragrância ao sabor

                       
                             

           
Até perfumarias já se renderam à grandeza da Malbec. A uva é das mais distintas e aromáticas, extremamente valorizada na produção de vinhos. Vamos conhecer um pouco mais desta casta e os motivos de sua grandeza?
 
A Malbec é uva de vinhos que em boca mostra-se aveludado e agradável para ser apreciado desde em um bom bate papo até com harmonizações mais refinadas. Afinal, é versátil, encorpado e equilibrado.
 
Originada da região de Cahors, no sudoeste da França, os vinhos da Malbec eram denominados "vinho negro", pela cor intensa, ser mais rústico, denso e muito concentrado. A uva passou a ser um ingrediente para dar coloração e estrutura aos vinhos leves da região de Bordeaux. O nome da uva Malbec era Côt ou Auxerrois.
 
No século XIX a Malbec passou por dificuldades nessa região com ataque da Filoxera e a recuperação total foi no cultivo na Argentina, onde encontrou o seu lugar - seu "terroir". Em território argentino é a uva tinta fina mais cultivada produz um dos melhores vinhos do país.
 
É muito interessante como o terroir influencia nas características de uma mesma uva. Na França (região de Cahors) essa casta produz vinhos mais rústicos, selvagens e de acidez mais alta. Na Argentina seus vinhos têm grande expressão de fruta e, geralmente, são bem equilibrados com acidez moderada, taninos redondos e macios.
 
Trata-se de uma casta de muito vigor e amadurecimento meio tardio, que produz vinhos encorpados, mas não agressivos. Geralmente seus taninos são aveludados e sedosos, sua acidez bem moderada dando resultado a vinhos muito equilibrados e versáteis na hora de acompanhar pratos. Harmoniza bem com churrasco ou aquele famoso bife de chorizo, podendo acompanhar também carnes de cabrito ou cordeiro assadas, picanha grelhada.
 
Vai bem com massas com molhos vermelhos, risoto ao funghi. O Malbec que não passa por estagio em madeira são geralmente leves e frutados, podendo acompanhar pratos simples e leves como filé mignon com saladas de batatas, frango grelhado, carnes suínas e outros.
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