ES HOJE

 
Vitória, ES.
Polícia
Oferecimento:

PM's, familiares e representantes de associações são alvos de operação

Imagem ilustrativaO Ministério Público do Espírito Santo (MPES) realizou, na manhã desta segunda-feira (20), uma operação voltada ao cumprimento de quatro mandados de prisão, 23 mandados de busca e apreensão e 17 notificações para depoimento, expedidos pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Vitória e tendo como alvos policiais militares, familiares de policiais e representantes de associações classistas.
A operação 'Protocolo Fantasma' é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPES), com o apoio da Polícia Militar do Espírito Santo, por meio de sua Corregedoria, e da Força Nacional.
O GAECO investiga uma suposta organização criminosa que, sob pretexto de reivindicar aumento salarial e outros benefícios aos policiais militares, vale-se de atentados contra serviços de utilidade pública, apologia a fatos criminosos, motim/revolta, ameaças a autoridades, dentre outros crimes. Diante dos elementos probatórios colhidos, as medidas cautelares acima descritas se mostraram indispensáveis.
A deflagração da operação não obsta negociações em prol de melhorias reivindicadas pela classe policial, já iniciadas por comissão mista formada perante a 3.ª Vara de Fazenda Pública de Vitória, até porque as condutas criminosas sob apuração são contrárias aos interesses da categoria e atentatórias à sociedade capixaba.
O cumprimento dos mandados de busca e apreensão em vários municípios da Grande Vitória foi autorizado pela juíza Gisele Souza de Oliveira. Quatro pessoas, tidas como principais articuladoras do movimento, tiveram prisão preventiva decretada e o único item indeferido pela juíza foi o que trata da condução coercitiva dos investigados.
A ação, de acordo com o pedido do MPES, tem como principal objetivo a reprodução de provas para o processo criminal que visa identificar e punir os responsáveis pela fomentação dos movimentos que têm impedido a PMES de atuar no Estado de forma regular. Ainda segundo o órgão ministerial, os relatórios de transcrição das conversas, juntados à petição protocolada na 4ª Vara Criminal, seriam a chave para descobrir de que maneira a suposta organização funciona.
Em um trecho das conversas interceptadas e lançadas à petição, uma das pessoas investigadas, em uma ligação datada da última quinta-feira (16), sustenta já ter passado nos batalhões, alegando, ainda, que os policiais estariam de acordo em fechar as unidades. Segundo os autos, a pessoa que dizia já ter acertado tudo com a polícia seria a líder dos movimentos.
Além de afirmar já ter articulado com os batalhões para o inicio das possíveis paralisações, a pessoa suspeita de liderar o movimento também alegou que precisaria de mais mulheres nas ações de obstrução das unidades policiais. Ainda de acordo com o processo, uma reunião aconteceria na casa da investigada, para acertos acerca da atuação do grupo. Já em outra parte da conversa, a líder do movimento assumiu que, durante protesto realizado na última quinta, a atuação do grupo teria atrapalhado o trânsito no entorno da Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória.
Ao fundamentar sua decisão, a juíza destacou “as consequências nefastas do movimento da Polícia Militar, culminando com duas centenas de mortes, uma onda de saques e furtos a estabelecimentos comerciais, suspensão de aulas, da atividade comercial, do transporte público e até das atividades do próprio Poder Judiciário”, concluiu a magistrada.
“Nesse período, a sociedade capixaba ficou abandonada à própria sorte, com seus cidadãos trancafiados em suas residências, impedidos, pela onda de violência, de exercer o direito constitucional de ir e vir. Tratou-se de situação até então nunca experimentada, naquela dimensão, pela sociedade capixaba”, relatou a juíza Gisele Souza de Oliveira.
O processo tramitou em segredo de Justiça e nesta segunda-feira (20), quando teve início a ”Operação Protocolo Fantasma”, a juíza quebrou o sigilo.

Comentários

O ESHOJE não publicará comentários ofensivos, obscenos, racistas, que estimulem a violência, sejam contra a lei ou não correspondam ao assunto da reportagem. Consulte nossa Política de Privacidade.

0 comentários publicados


Mais lidas
Facebook


ESHOJE © 2012, Todos os direitos reservados Anuncie   •   Fale Conosco