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Vitória, ES.
Cesar Herkenhoff
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2016, o ano que não terminou

Feliz Ano Novo a todos, com o sabor de que continuamos em 2016.
A triste realidade é que 2017 começa com o sabor de um ano que não terminou. Para trás ficou apenas o calendário.
Tirando alguns espetáculos midiáticos – legítimos, mas desnecessários – como ir de bicicleta para a solenidade de posse ou trabalhar fantasiado de gari, no geral os novos prefeitos empossados parecem ter assumido ou reassumido o mandato conscientes de que vão ter que se enquadrar à realidade nacional, à realidade econômica do Brasil e, principalmente, do povo brasileiro.
Pessoalmente a atitude que me pareceu mais emblemática foi a do casal Obama, nos Estados Unidos, que reuniu para um jantar os funcionários da Casa Branca, que lhes serviram durante oito anos, e inverteram os papéis.
Barack, Michelle e Malia serviram o jantar aos convidados de honra (funcionários da Casa Branca) num gesto de retribuição e agradecimento pelos serviços prestados. E o mais importante: não custou um único centavo ao povo americano.
Aqui o ano começa com uma notícia fabulosa: o salário-mínimo passa Ra R$ 880,00 para R$ 937, o que não dá pra criar uma nova categoria de milionários, mas certamente vai fazer a alegria de muita gente: os empregadores.
Pior do que o salário-mínimo sem ganho real, é ver o Partido dos Trabalhadores comemorando a notícia como se fosse uma vitória do povo e do operariado nacional.
O hipócrita Luís Inácio Lula da Silva, que andou tão escondido para não ser achado por oficiais de Justiça, agora vem com toda a arrogância desonesta (como tudo nele) tirar sarro em cima do reajuste concedido pelo presidente Michel Temer.
Não se dá conta mesmo, esse Lula da Silva, de que foi o principal responsável pela quebra da economia brasileira. Não por incompetência ou má gestão, mas porque ao lado da também desonesta Dilma Rousseff, cuidou para subtrair dos cofres públicos cada centavo pertencente ao povo brasileiro.
É inadmissível que um ladrão sindicalizado tenha, réu em quatro ou cinco processos, tenha a cara de pau de se manifestar sobre qualquer assunto relativo à administração pública.
A única manifestação que o povo espera desse vigarista é a restituição dos valores subtraídos para si, para seus familiares e seus amigos. Se puder, que devolva também o sítio de Atibaia e o triplex do Guarujá. Depois cumpra asilo político na Papuda ou qualquer instituição de segurança máxima, para não haver o risco de roubar a chave e o cadeado.
No mais, é torcer para que as coisas deem certo. As projeções não são muito otimistas. Os novos prefeitos (e os reeleitos) começaram acenando com medidas de austeridade e de enxugamento da máquina pública.
Mas foram muito sinceros: extinguir cargos e órgãos públicos, hoje, não significa que não possam ser recriados, amanhã.
Em última análise: tudo como dantes no quartel do Abrantes.
Minha torcida é para que os novos gestores públicos tenham plena consciência de que foram eleitos para governar para o conjunto da população, e não apenas para os servidores públicos – categoria a que pertenço, inclusive.
Manter salários em dia é só obrigação. Mas o povo que paga impostos espera mais do que isso, exige mais do que isso. Afinal, essa conta, no fim das contas, sempre sobra mesmo para o contribuinte.

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