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Rio Doce está há 100 dias com lama, e Samarco não pagou nenhuma multa

Foto: Reprodução da internet
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Depois de destruir comunidades ribeirinhas, matar 17 pessoas e ser responsável pela morte de toneladas de peixes por toda a extensão do rio Doce, a lama de rejeito da Samarco Mineração completa 100 dias desde o rompimento da barragem em Mariana, em Minas Gerais. O desmoronamento aconteceu no dia 05 de novembro, e é considerado o maior desastre ambiental da história do país.

A mineradora reconhece que recebeu seis multas desde o rompimento da barragem. No entanto, a empresa recorreu administrativamente a todas as notificações que totalizam R$ 362 milhões. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) aplicou cinco dessas multas (R$ 250 milhões) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas (Semad) emitiu uma notificação no valor de R$ 112 milhões.

Mais recentemente a Justiça mineira determinou o bloqueio de R$ 475 milhões da mineradora Samarco e das suas controladoras a Vale e a BHP. A determinação foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerais no dia 5 de fevereiro. No entanto, na quinta-feira (11) ainda não havia sido confirmado se o bloqueio de bens ou valores foi executado. A Samarco diz que não foi citada nesta ação.

O descumprimento do bloqueio está sujeito à multa de R$ 200 mil por dia. Ainda segundo a reportagem, a Justiça determina que as empresas devem disponibilizar um salário mínimo mensal para cada membro economicamente ativo de Barra Longa, município atingido pela lama da Samarco, e uma cesta básica por família afetada pelo rompimento da barragem; criação de um canal de comunicação com a população; e outras medidas de ajuda no restabelecimento social e econômico dos atingidos.

Foto: Reprodução da Internet
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Prejuízos

Na porção capixaba, as cidades que sofreram as maiores consequências foram Baixo Guandu, Colatina, Linhares e Regência. Veja o que foi feito em cada município, de acordo com a Governança pelo rio Doce. De acordo com a Samarco Mineração S.A, inclusive, o investimento previsto de R$ 2 bilhões não é justo, já que as ações emergenciais promovidas pela empresa já somam R$ 2,3 bilhões, como alega a mineradora.

A cidade recebeu três postos de atendimento ao público. Além disso, também foi feita a coleta dos peixes mortos e transporte para empresa licenciada. No local, foram implantados 18 pontos de monitoramento da água do rio Doce, junto à disponibilização de aproximadamente quatro milhões de litros de água.

Foram instalados quatro postos de atendimento ao público, e os peixes que foram encontrados mortos foram encaminhados à empresa licenciada. Além disso, também foram disponibilizados mais de 110 milhões de litros de água potável e foram implementados 15 pontos de captação de água para análise do rio Doce. Seis poços artesianos também foram escavados na cidade.

Um posto de atendimento foi criado no município que, embora não use água do Doce para seu abastecimento, também foi afetado pela lama da Samarco. Por isso, também foi construída barragem para impedir que a água do manancial transbordasse e afetasse, também, lagos, lagoas e outros rios da cidade. Linhares recebeu dois milhões de litros de água potável e 15 pontos de monitoramento da água do Doce.

Regência, em Linhares
Foto: Paulo de Araújo/Ministério do Meio Ambiente
Paulo de Araújo/Ministério do Meio Ambiente
Lama de barragem que se rompeu em Minas avança sobre o mar no Espírito Santo

A cidade também recebeu apenas um posto de atendimento ao público. No município, foram instalados nove quilômetros de barreira na foz do rio Doce a fim de preservação da fauna e flora local. Vinte e dois barcos também foram colocados às ordens do monitoramento da água dos rios e do mar da região. Foi feita a coleta de peixes mortos que foram destinados à empresa licenciada.

O local recebeu cerca de um milhão de litros de água e dois caminhões pipa. Um poço artesiano também foi instalado no município.

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