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Greve geral promete parar o Brasil - e o Espírito Santo - dia 11

Foto: Dayana Souza
Dayana Souza
No dia primeiro de julho a greve geral não aconteceu, mas tudo indica que isso poderá acontecer na próxima quinta-feira (11). O Dia Nacional de Luta – como tem sido chamado – promete paralisar vários segmentos da classe trabalhista. A convocação foi feita pelas cinco maiores centrais sindicais e tem a adesão da maioria dos sindicatos e movimentos sociais. Este é mais um capítulo da onda de manifestações que vem movimentando o país desde o dia 6 de junho.

No Espírito Santo, segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-ES), José Carlos Nunes, o manifesto deve se concentrar em Vitória. Estão previsto marchas, bloqueio das principais vias e pontes da capital, plenárias, panfletagens, entre outras ações. A expectativa é que mais de 38 sindicatos e mais de 20 movimentos sociais participem da greve geral.

Ele destacou que a estratégia do protesto e a reivindicação local serão definidas em assembleia nesta sexta-feira (5), em conjunto com as centrais sindicais, movimentos sociais e sindicatos. O que já está na pauta é o fim do pedágio da Terceira Ponte, a reativação do Aquaviário, segurança, educação e saúde. Além destas, as reivindicações nacionais também serão levadas para as ruas.

Na última terça-feira (2), houve uma reunião com as centrais sindicais – CUT-ES, Força Sindical, Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central. De acordo com José Carlos Nunes, presidente da CUT, ficou definida a retomada do Fórum Campos Cidades, que tem como tarefa elaborar e levar pautas sociais aos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário. “O mais importante de tudo é sair dessa greve geral com as nossas demandas atendidas. Por isso, vamos unificar as nossas agendas, que são muitas”, comentou Nunes.

Alguns sindicatos ainda não sabem se vão aderir à paralisação do dia 11 de julho, mas alguns já têm reuniões marcadas. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação e Limpeza Pública (Sindilimpe/ES), o Sindicato do Pessoal do Grupo de Tributação, Arrecadação e Fiscalização (Sindifiscal/ES), o Sindicato dos Trabalhores em Educação Pública (Sindiupes/ES), o Sindipúblicos e o Sindibancários ainda vão decidir se param ou não. As prefeituras da Grande Vitória também não definiram se haverá ou não expediente.

Confira o que vai parar

Rodoviários: O Sindirodoviarios informou que a circulação dos ônibus será interrompido da zero hora do dia 11 até a zero hora do dia 12.

Profissionais da Saúde: Os médicos e os enfermeiros atenderão apenas casos de urgência e emergência.

Metalúrgicos: O Sindicato disse que vai aderir à greve.

Portuários: O Sindicato dos Portuários (Suport-ES) disse que os trabalhadores vão cruzar os braços.

Motoboys: O Sindimoto promete fechar as principais vias de acesso à Vitória.

Servidores da Ufes: O Sintufes informou que não haverá aula no dia 11 e os profissionais vão parar.  Os serviços no Hospital das Clínicas também vão ser paralisados.

Advogados: O Sindicato aderiu à greve.

Agentes Penitenciárias: Os trabalhadores vão aderir à greve do dia 11. Uma assembleia está marcada para sexta-feira (5) quando decidem se a categria prossegue a greve.

Comerciários: O Sindicomerciarios também vai aderir a paralisação.

Empregadas domésticas: A categoria será orientada a aderir à paralisação.

Bancários: O Sindibancários informou que vai aderir à greve. Uma ação nas agências bancárias nesta quinta (4) reforça o convite aos funcionários para aderirem à greve geral. 

Metalúrgicos: O Sindimetal aderiu às paralisações e fará uma manifestação no dia 11 de julho pela redução da jornada de trabalho e aumento do piso salarial.

A pauta de reivindicações nacional

- Contra a PL 4.330, que institucionaliza as terceirizações
- Fim do fator previdenciário
- 10% do orçamento da União para o SUS (Sistema Único de Saúde)
- 10% do PIB para a educação pública
- Jornada de 40 horas semanais, sem redução dos salários.
- Transporte público de qualidade
- tarifa zero
- Auditoria nas grandes obras públicas
- Reforma Agrária
- suspensão dos leilões de petróleo.

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